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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Glaciar de Los Polacos - Aconcágua - Parte Final.


























O Campo 2 (5.800m) fica no início do glaciar. É de onde se faz o ataque ao cume da Via Polacos. A Via pode ser feita pela esquerda(original), onde é mais longa e suave, mas existem muitas gretas (fendas no gelo), ou subir a Via Direta, que não tem gretas mas é bem mais vertical e desgastante fisicamente. A maioria dos alpinistas não entram no glaciar, fazem a chamada "Falsa Polacos", que consiste em partir do Campo 2, fazer a travessia até Independência (6.400m) e seguir pela rota normal. A descida do cume é sempre feita pela rota normal, retornando ao Campo 2. Muitos perderam a vida escalando pelo glaciar, alguns corpos ainda estão lá, a montanha não perdoa erros na Polacos. É fundametal um ótimo preparo físico, bons equipamentos e muita prudência.
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terça-feira, 18 de maio de 2010

Glaciar de Los Polacos - Aconcágua - Parte III - de Plaza Argentina ao Campo 2.
















Subindo a partir do Campo Base (4.200m), logo você encontra vários Penitentes (formações pontiagudas de gelo) e trilhas com pedras soltas. São de 2 a 3 horas de subida até o Campo I (5.100m). Neste ponto ainda é possível obter água sem derreter neve. A subida para o Campo 2 (5.800m) leva de 3 a 4 horas. É recomendável fazer um porteio de equipamentos ao Campo 2, voltar para o Campo 1, descansar mais um dia, e só então subir em definitivo para o Campo 2.
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domingo, 16 de maio de 2010

Glaciar de Los Polacos - Aconcágua - Parte I - de Punta de Vacas até Casa de Pedras.

















A via do Glaciar de los Polacos, no Aconcágua, é mais técnica que a via normal, sendo necessário experiência em travessia de glaciar e uso de equipamentos de escalada em gelo. Depois de comprar o permisso de escalada em Mendoza e alugar mulas em Ponte del Inca, você volta até Punta de Vacas (2.580m) e entra no Valle de Vacas, onde começa a jornada. O transporte até a entrada do vale é feito de Van pelas empresas de mulas, e seus equipamentos serão transportados até o acampamento base chamado Plaza Argentina (4.200m). Entrando no Valle de Vacas, serão 3 dias de caminhada bem puxada até o base. No primeiro dia, caminhamos de 4 a 5 horas, passando por pontes de gelo e trilhas pedregosas, até chegar ao acampamento de Pampa Lenhas (2.950m). Lá existe um posto de controle de Guarda Parques, onde é obrigatório fazer o check-in. No segundo dia, saindo de Pampa Lenhas, são de 6 a 7 horas até o próximo acampamento, chamado Casa de Piedras (3.240m). Chegando em Casa de Piedras, se abre o vale da Quebrada del Relincho, onde se tem a primeira visão do Aconcágua. Descanso e uma boa alimentação são fundamentais para a recuperação, pois o próximo trecho que leva ao base é o mais desgastante. Os arrieros fazem as mesmas paradas com as mulas e também chegam no base em 3 dias.
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terça-feira, 11 de maio de 2010

Aconcágua - Face Noroeste (normal) - Parte Final: de Nido de Condores ao Cume.














Em Nido (5.450m) é aconselhável ficar uns dois dias, depois acampar em Berlin (5.850m) ou Cólera (5.900m). Para chegar ao acampamento de Berlin são duas horas de jornada. Alguns alpinistas partem para o cume direto de Nido e outros fazem o ataque partindo de Berlin. Estes geralmente saem as quatro da madrugada e a temperatura naquela altitude, em média, é de 15 graus negativos à noite, se o tempo estiver ruim, enfrentamos temperaturas de 30 graus negativos e isso é muito comum no Aconcágua. São de oito a doze horas de escalada até o cume, mais três a quatro para voltar ao acampamento. Chegando aos 6.400m você encontra o refúgio de Independência, que está em péssimas condições (sem teto e sem porta), subindo um pequeno glaciar está El Gran Acarreo, fazendo a travessia no Acarreo, está a base da canaleta que leva ao cume. Muito cuidado com acidentes na canaleta, uma perna quebrada pode ser fatal, pois as chances de resgate naquela altitude são muito poucas. O Aconcágua é o topo das Américas, a montanha mais alta do lado ocidental do planeta (6.962m). O cume é uma platô enorme. Quando a cruz é avistada, todo dinheiro gasto, saudade da família e dos amigos, dor, frio, fome... tudo isso é recompensado. Muitos alpinistas não sabem a hora de voltar e usam toda sua energia para chegar no topo, mas esquecem da volta, que é onde acontece 90% dos acidentes em alta montanha. Não ultrapasse seus limites, a montanha vai ficar ali, no mesmo lugar e você poderá voltar em outra oportunidade. E não esqueça: "Alpinista bom, é alpinista que volta para casa."
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segunda-feira, 3 de maio de 2010

Chimarrão nas alturas.


















Companheiro inseparável do gaúcho, o chimarrão é uma ótima opção para quem escala em alta montanha, ajuda na hidratação e a fazer amigos. Nas condições de altitude e esforço físico, nosso organismo necessita de, no mínimo, 4 litros de água por dia, o que não é fácil pois temos que derreter muita neve. O maior problema é que a água de degelo possui baixa concentração de sais minerais e precisa ser adicionada de outros produtos a fim de elevar sua qualidade nutricional. Pode ser consumida com suco em pó, chá, maltodextrina, entre outros... e o mate se encaixa nesta lista. Sempre levei em todas expedições e já tomei chimarrão no cume do Plata e do Acóncagua, onde consegui tomar um morno e o próximo já congelou! Foi o chimarrão mais alto das Américas (6.962m).
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